DELTA DO PARNAÍBA

DELTA DO PARNAÍBA

 

 

O Delta do Rio Parnaíba é o principal destaque do litoral nordestino. Mais do que um show de biodiversidade e de visuais exóticos, Delta do Parnaíba é um capricho da natureza, uma jóia localizada entre os estados do Piauí e do Maranhão. E Parnaíba é a principal porta de entrada do único delta em mar aberto das Américas. Espetáculos semelhantes no mundo só mesmo os deltas, do Rio Nilo, no Egito, e Mekong, Vietnã. Suas cinco bocas (desembocaduras) e noventa ilhas paradisíacas, entre cortadas por igarapés, se constituem num verdadeiro santuário ecológico.

O Delta do Parnaíba, inicialmente no contexto da Capitania do Maranhão, atraía aventureiros, contrabandistas e até navios negreiros, mas também recebeu homens honestos que comerciavam. A navegação pluvial e marítima contribuiu para os primeiros êxitos comerciais que formaram o patrimônio econômico da região, sendo Parnaíba o centro mais importante.

O Delta do Parnaíba, o único de mar aberto nas Américas, foi descoberto, há mais de 420 anos, pelo navegante Nicolau de Rezende, quando navegava pelo litoral do nordeste brasileiro, sofreu um acidente próximo ao extremo nordeste do maranhão na divisa com o Piauí, local onde o rio Parnaíba deságua no oceano Atlântico. Trazia ele grande carregamento de ouro e, aqui permaneceu por mais de dezesseis anos, sem sucesso para resgatar sua preciosa carga, mas em compensação descobriu o Delta do Parnaíba, nos oferecendo tão precioso legado.

Nicolau de Rezende ficou deslumbrado diante da paisagem bonita e exótica daquele recanto nordestino e exclamou: “Quantos no futuro colherão esse tesouro... Esse paraíso resistirá aos futuros desbravadores?”.

Os tremembés, do grupo dos tapuias, eram grandes nadadores, famosos e valentes, habitavam o Delta do Parnaíba e terra adjacentes, chamados peixes racionais, por serem hábeis nadadores, dominavam a região, aldeados pelo missionário padre João Tavares, da companhia de Jesus, que não media sacrifícios para defendê-los.

A presença de um delta em mar aberto como porta de entrada para um grande rio, talvez tenha sido o atrativo para que navegadores e aventureiros com Nicolau de Rezende, em 1571, Gabriel Soares de Souza em 1587, Pero Coelho de Souza em 1602, Martin Soares Moreno em 1613 e Vital Marciel Parente em 1614 fizessem incursões e explorassem essa região dando noticias da grandiosidade do Parnaíba e seu delta.

O próprio Conselho Ultramarino em ato de 12 de janeiro de 1699, determina a sondagem do rio e a viabilidade da construção de um porto e erguimento de uma vila na região deltaica.

Ao tempo em que se desenvolvia no interior do Piauí a criação de gado com o crescimento de fazendas e currais, grande parte dessa produção bovina era procurada por comerciantes e contrabandistas do Pará, Bahia e Pernambuco que renunciavam ao doloroso trajeto terrestre para o translado do gado e preferiam fazer o transporte por via fluvial e marítima.

Na existência de uma carta regia datada de 1701, permitindo que o gado só pudesse ser criado a distancia de dez léguas do litoral, o que forçava uma penetração no rio, criava a necessidade de erguimento de um entreporto para guarda de animais e de mercadorias que seriam usadas na troca. Esse ponto de apoio foi estrategicamente escolhido: ficaria a meio caminha entre o mar e o local onde ocorre a confluência dos braços de rios e igarapés do delta.

 

Fonte: http://www.deltadoparnaiba.com.br/delta_mais01.htm